A Prefeitura de Aparecida de Goiânia promoveu, nos dias 28 e 29 de abril, a 1ª Conferência Municipal sobre Transtorno do Espectro Autista (COMTEA), iniciativa voltada à consolidação de políticas públicas mais inclusivas e ao fortalecimento da rede de atendimento às pessoas com TEA no município. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Diretoria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Com foco na integração entre áreas como saúde, educação e assistência social, o encontro reuniu profissionais, gestores, estudantes, pesquisadores e familiares, ampliando o diálogo sobre inclusão, direitos e estratégias práticas para o cotidiano das pessoas com autismo.
A secretária municipal de Assistência Social, Carol Araújo, ressaltou a importância da conferência como instrumento de avanço institucional. Segundo ela, o município tem buscado estruturar uma rede mais preparada e sensível às necessidades das pessoas com TEA e suas famílias.
Estamos trabalhando para fortalecer uma rede cada vez mais preparada e integrada, que acolha as pessoas com autismo e suas famílias com respeito, informação e atendimento humanizado. O COMTEA representa um passo importante nessa construção coletiva, afirmou.
Com o tema Autismo na Prática: Rede, Direitos e Estratégias para o Cotidiano, a conferência abordou desde aspectos técnicos e científicos até orientações aplicáveis no dia a dia, contribuindo para a formação de profissionais e para a conscientização da sociedade.
A diretora de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Kelly Ribeiro, destacou que o evento foi planejado para democratizar o acesso ao conhecimento sobre o autismo e fortalecer a atuação integrada da rede municipal.
O COMTEA traz o tema de forma técnica e científica, mas também acessível. Discutimos sinais, intervenções precoces, terapias e ampliamos a compreensão das famílias e da sociedade sobre o transtorno, explicou.
A programação foi dividida em dois momentos. No primeiro dia, realizado em parceria com a Unifanap, houve palestras com especialistas, mestres e doutores, além da apresentação de trabalhos acadêmicos. Já no segundo dia, na Cidade Administrativa, o foco foi a capacitação de servidores públicos, preparando equipes para identificar características, acolher e atuar de forma inclusiva.
A iniciativa também contou com a participação ativa de estudantes e pesquisadores. A estudante de psicologia e servidora pública Neily Timóteo Oliveira destacou o impacto da conferência na formação acadêmica e na prática profissional. Esse tipo de evento complementa o que aprendemos na universidade e contribui diretamente para a atuação profissional. Ajuda a entender melhor o autismo, a inclusão e a importância de aplicar métodos adequados no desenvolvimento das crianças, pontuou.
Ela também ressaltou a relevância do conhecimento para a inclusão no mercado de trabalho, especialmente nas ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal do Trabalho. Esse aprendizado contribui para ampliar oportunidades e mostrar que pessoas com deficiência são capacitadas e precisam apenas de mais acesso e acolhimento, completou.
Além da formação, o município mantém iniciativas voltadas à inclusão produtiva, conectando pessoas com deficiência a oportunidades de emprego e reforçando o compromisso com uma sociedade mais inclusiva e acessível.











